
Dica de vídeos indispensáveis para complementar o seu conhecimento
Indicamos os vídeos da escola de filosofia da Nova Acrópole Brasil como fonte segura de informação. Saiba mais em www.acropole.org.br.
Nova Acrópole é uma Organização Internacional que promove um ideal de valores permanentes que busca melhorar o ser humano e a sociedade. Atua nas áreas de Filosofia, Cultura e Voluntariado. Foi fundada em 1957, em Buenos Aires, pelo professor Jorge Angel Livraga Rizzi (1930-1991), historiador e filósofo.
A Filosofia que propomos em Nova Acrópole é um modo de vida acessível a todos, praticando os ensinamentos dos grandes sábios de todos os tempos. A experiência filosófica promove uma atitude ativa e participativa das pessoas, que colocam suas melhores qualidades em movimento.
A aplicação do conhecimento traz como consequência um indivíduo melhor e, portanto, capaz de construir um mundo melhor. Fazemos isso não apenas por meio da leitura, estudo e conhecimento teórico, mas pretendemos aprender a viver bem, com força e eficiência, em todos os momentos da vida. Aproveitar as oportunidades que nos são apresentadas, aprendendo algo positivo até com a adversidade.
Sêneca e a virtude: O caminho para a excelência
Nesta palestra, o professor Galdino Ribeiro explora as ideias de Sêneca sobre a virtude e o caminho para a excelência humana. O conteúdo é estruturado em torno das cartas 71 e 85 do filósofo.
Resumo: A virtude (virtus) é apresentada como uma força moral e valor, enquanto a excelência (superioridade ou distinção) não é um estado final, mas um processo contínuo de aperfeiçoamento. A verdadeira virtude deve vir de dentro, não dependendo de recompensas externas ou circunstâncias. É comparada ao cultivo de um campo, exigindo esforço, tempo e prática constante para gerar frutos. As virtudes são descritas como ‘irmãs’, onde o desenvolvimento de uma impulsiona as outras. O foco deve ser na qualidade moral e não apenas na quantidade de ações. O filósofo define o sábio como alguém que vive aquilo que aprendeu…
Procrastinação
Nesta palestra, a professora Isabela Gontijo, explora o hábito da procrastinação sob uma perspectiva filosófica, analisando suas causas, consequências e como superá-lo. Ela é definida não apenas como preguiça, mas como uma forma de adiar tarefas importantes, gerando estresse, ansiedade e sentimento de culpa.
Resumo: A palestrante destaca a busca pelo prazer imediato, a ansiedade, o perfeccionismo e a desorganização. Um ponto central é o “prazer do último minuto”, onde a descarga de adrenalina ao finalizar algo sob pressão cria um vício psicológico. A repetição do hábito leva à perda da autoconfiança, fazendo com que o indivíduo se sinta impotente diante dos desafios da vida…
Você tem ideias próprias?
Nesta aula, a Profa. Lúcia Helena Galvão reflete sobre a importância da autenticidade e da identidade própria em um mundo marcado pela massificação e pela repetição de opiniões alheias.
Resumo: A filósofa provoca o ouvinte a discernir se ele possui ideias próprias (voz) ou se apenas repete o que ouviu por aí (eco), destacando que a preguiça mental é o maior obstáculo para a construção de um indivíduo autônomo. O ser humano tem a missão existencial de se construir. Isso exige esforço, reflexão constante e o desejo de buscar a verdade, em vez de buscar o caminho mais fácil ou a aprovação social…
O poder da imaginação
Nesta palestra, a Professora Lúcia Helena Galvão, explora o poder da imaginação como uma ferramenta fundamental para o autoconhecimento e a reconstrução do ser humano, diferenciando-a da mera fantasia.
Resumo: A imaginação é uma força ativa e criadora que, quando guiada pela vontade, permite construir modelos de si mesmo e da realidade. Já a fantasia é passiva, contagiosa e muitas vezes um mecanismo de fuga. A palestrante alerta que, se não exercitarmos nossa própria capacidade de pensar e criar valores, acabamos absorvendo pensamentos e modelos alheios (sociais, culturais ou midiáticos) como se fossem nossos…
Como usar bem a mente e viver com clareza
Neste vídeo, a professora Lúcia Helena Galvão, apresenta uma reflexão profunda sobre o uso da mente sob a ótica da Filosofia Clássica. O foco central é diferenciar o desenvolvimento da mente como uma ferramenta utilitária e egoísta — voltada apenas para o ganho pessoal — do seu uso como um instrumento para a evolução humana, guiado por valores e princípios universais.
Resumo: A mente humana é poderosa, mas perigosa se usada sem uma base moral sólida. Ela compara o uso egoísta a um animal racional que utiliza a razão apenas para ser um “predador” mais eficaz. Inspirada em tradições orientais, ela explica que a mente pode estar voltada para baixo (kama-manas), servindo aos desejos e caprichos, ou voltada para cima, refletindo ideais como justiça, fraternidade e verdade…
Conhecendo a mente e as emoções
Neste vídeo, a professora Melissa Andrade, propõe uma reflexão sobre a importância de governar nossa própria vida interior — especificamente a nossa mente e as nossas emoções — em vez de sermos apenas conduzidos por influências externas.
Resumo: Muitas vezes aprendemos a ser eficazes no mundo exterior, mas carecemos de ferramentas para realizar uma vida interior profunda. O objetivo é transformar nosso tempo em algo produtivo internamente, evitando que a mente vagueie sem propósito. Grande parte do que pensamos e sentimos é reflexo do meio, da cultura e das expectativas familiares. A professora destaca a importância do processo de individuação, buscando pensamentos e emoções mais autênticos…
Conhece-te a ti mesmo
Este vídeo, apresentado por Melissa Andrade, explora o significado profundo da máxima socrática “conhece-te a ti mesmo”. Em vez de apenas identificar defeitos ou virtudes pessoais, a palestrante propõe que este preceito milenar é um convite para compreender a natureza espiritual do ser humano como parte integrante de um universo regido por leis cósmicas.
Resumo: A frase estava inscrita no Oráculo de Delfos, um centro de saber na Grécia Antiga dedicado ao deus Apolo, que simboliza o domínio sobre a própria natureza interior. O autoconhecimento evolui através de três instâncias: o corpo (soma), a psique (padrões mentais e afetivos) e a natureza espiritual. O conceito de gnose não se refere ao acúmulo de informações intelectuais, mas a um conhecimento vivencial e intuitivo obtido ao se colocar à prova diante da vida…
Três chaves para desenvolver a consciência
Nesta palestra, a professora Manuela Bittar explora o conceito de consciência humana sob a perspectiva da filosofia clássica. O objetivo central é compreender como o ser humano, um ser complexo com diversas demandas externas, pode alcançar um estado de realização e harmonia interna.
Resumo: A vida moderna nos exige papéis variados (trabalho, família, estudos), o que frequentemente gera um sentimento de desorientação. Identificar-se apenas com esses papéis externos torna nossa existência frágil e mutável. A palestrante propõe a metáfora de uma esfera onde a periferia são as demandas externas e o centro é o nosso aspecto eterno (valores e princípios). Viver no centro, ou ser um “farol”, permite iluminar e unificar os diversos aspectos da vida com mais clareza e justiça…
Comunicação não violenta
Este vídeo, apresentado por Ana Beatriz Pignataro, aborda a Comunicação Não Violenta (CNV), fundamentada no trabalho de Marshall Rosenberg, com uma perspectiva filosófica para aprofundar relacionamentos e o autoconhecimento.
Resumo: A palestrante utiliza a analogia do “bêbado e a chave” para explicar que, na comunicação, muitas vezes procuramos compreensão onde não é possível encontrá-la. Compreender o ponto de vista alheio não significa concordar, mas ampliar a própria visão da realidade, funcionando como um exercício de sabedoria…
Diálogo é diferente de debate
Nesta palestra, Ana Beatriz Pignataro explora a arte do diálogo como uma ferramenta essencial para a convivência humana, destacando que essa prática precisa ser treinada como qualquer outra forma de arte.
Resumo: A confrontação é descrita como um desejo de impor pontos de vista, focando apenas em comparações superficiais e fronteiras. Já o diálogo busca ir “através da palavra” (dia-logos) para construir uma síntese mais profunda e verdadeira, ampliando a consciência das partes envolvidas. Reconhecer que cada pessoa possui uma experiência única e tem algo a nos ensinar. A humildade filosófica permite aprender com todos, evitando rótulos que bloqueiam o diálogo…
Gentileza como linguagem do coração
Nesta palestra, Ana Beatriz Pignataro explora a importância da gentileza nas relações humanas.
Resumo: A professora explora a gentileza não apenas como um ato de educação, mas como a expressão natural das virtudes humanas. O foco da palestra é inspirar e incentivar que essas atitudes e ideias valorosas sejam cultivadas e propagadas com mais frequência pelo mundo, transformando a nossa forma de interagir com os outros…
O que fazer com a mente e as emoções
Este vídeo, apresentado por Melissa Andrade, serve como introdução a uma série sobre o autogoverno da mente e das emoções. A premissa central é que, embora sejamos eficientes na vida externa, muitas vezes nos falta ferramentas para alcançar uma verdadeira realização interior
Resumo: A palestrante destaca que grande parte dos nossos pensamentos e emoções não é autêntica, mas sim um reflexo de uma formatação social, cultural e familiar que nos induz a pensar e sentir de maneira coletiva, e não individual. É proposta a ideia de que devemos atuar como “donos” da nossa própria empresa interior, gerenciando nossos recursos (talentos e tempo) com sabedoria, em vez de sermos apenas funcionários passivos das circunstâncias…
Crenças limitantes
Neste vídeo, a professora Kelly Aguiar, explora o conceito de crenças limitantes sob uma perspectiva filosófica, explicando como elas moldam nossa visão de mundo e comportamento de forma muitas vezes inconsciente.
Resumo: A palestrante diferencia a crença “valorativa” (o que dizemos acreditar) da crença “real” (aquilo em que realmente baseamos nossas ações). Elas são formadas pelo meio (família, escola, sociedade) ou de dentro para fora, através do instinto de preservação e do medo. Quando não evoluímos nossos conceitos, criamos “zonas de conforto” ilusórias que paralisam o crescimento pessoal…
Como ouvir e atender aos anseios da alma
Este vídeo, apresentado pela professora Alice Andrade, explora a filosofia de Plotino, um importante pensador neoplatônico, focando especificamente em sua doutrina sobre a alma.
Resumo: A discussão é estruturada nos seguintes pilares: O Uno: A origem absoluta, plena e indescritível. O Nous (Mente Universal): O princípio divino que contempla o Uno em eterna devoção. A Alma: O elemento que anima o universo e busca espelhar o Nous, mas que também possui a capacidade de se manifestar no mundo material. O Dilema da Alma: Plotino descreve que a alma humana vive um desafio: ela pertence a uma unidade metafísica, mas se encanta com a multiplicidade do mundo sensível. Ao se identificar apenas com o terreno, a alma sofre um processo de fragmentação e esquecimento de sua origem…
Disciplina: Uma virtude mal compreendida
Neste vídeo, a professora Ana Paula Leobas, apresenta uma reflexão profunda sobre a virtude da disciplina, desconstruindo a visão moderna e utilitarista que a reduz a meras técnicas de produtividade ou rigidez militar.
Resumo: A palestrante defende que a disciplina é uma virtude humana que deve ter como fruto final a bondade e a sabedoria. Ela argumenta que, se a disciplina nos torna pessoas mais “chatas”, insensíveis ou egoístas, não se trata de uma virtude, mas apenas de uma habilidade técnica da personalidade. Inspirando-se no conceito grego de Paideia, a disciplina é apresentada como uma ferramenta para o autoconhecimento e a formação do ser humano integral, conectando a consciência a valores elevados…
Altruísmo: A essência do verdadeiro voluntariado
Nesta palestra, a professora Lúcia Helena Galvão explora o altruísmo não apenas como uma ação de caridade, mas como um estado de consciência e uma forma de voluntariado autêntico que reflete a unidade humana. Ela diferencia o altruísmo do egoísmo, argumentando que a busca pelo conforto e prazer pessoal leva à estagnação, enquanto a dedicação ao todo promove o crescimento real.
Resumo: A vida não deve ser pautada apenas por projetos individuais, mas por um propósito maior de busca pela sabedoria e virtudes. A ideia de que somos seres isolados é uma ilusão (Maia). O altruísmo é a prática de perceber que o bem do outro é o nosso próprio bem, restabelecendo a unidade. A palestrante ressalta que o altruísmo legítimo, mesmo pequeno, é capaz de impactar profundamente a sociedade, servindo como uma luz ou um referencial para outros…
Como ter mais tempo e propósito de vida
Nesta palestra, a professora Ana Beatriz Pignataro propõe uma reflexão filosófica sobre a gestão do tempo, desafiando a percepção comum de que sofremos com a falta de horas no relógio (tempo cronológico). Ela argumenta que, na verdade, o que nos falta é consciência.
Resumo: A palestrante sugere que, ao invés de gerenciar fatias de uma “pizza” de tempo, devemos desenvolver mais visão, criatividade e sensibilidade para responder às necessidades da vida. Problemas que parecem exigir muito tempo são frequentemente resolvidos rapidamente quando adquirimos a resposta consciente correta. Não é a quantidade de tempo cronológico que impacta as pessoas, mas sim um “tempo qualificado”. Isso é especialmente aplicado às relações com os filhos, onde a presença consciente é mais valiosa do que a mera duração. Ana Beatriz defende que as tensões da vida não são negativas, mas sim oportunidades para despertar potenciais latentes. Fugir dessas tensões, buscando apenas “distensionar” a vida, impede o crescimento pessoal…
Porque estamos tão cansados?
Nesta palestra, Ana Beatriz Pignataro explora a natureza do cansaço contemporâneo, argumentando que o esgotamento frequente não provém apenas do volume de tarefas, mas da maneira psicológica e mental como vivemos as experiências diárias. Em vez de uma exaustão física, o problema costuma ser o atrito que geramos com a realidade.
Resumo: Agir no “piloto automático” sem presença ou consciência torna as atividades tediosas e desgastantes. O antídoto é buscar o aperfeiçoamento e a presença plena em cada ato, tratando tarefas rotineiras com o zelo de um artista. Assim como um nadador precisa respirar entre as braçadas, precisamos de momentos de vida interior (leitura, reflexão, contato com a arte ou natureza) durante o dia para nos renovar e sustentar a energia mental. Ver obstáculos como “problemas” gera frustração e desconexão. A postura filosófica ideal é enxergá-los como provas, que são convites da vida para desenvolver virtudes, mudar posturas e acessar potenciais adormecidos…
Desapego: Uma reflexão sobre maturidade e liberdade
Nesta palestra, a professora Ana Beatriz Pignataro explora uma perspectiva filosófica sobre o desapego, argumentando que ele não significa perder ou desprezar as coisas, mas sim uma forma de alcançar maior liberdade, maturidade e plenitude.
Resumo: Inspirada em Platão, a palestrante diferencia os prazeres sensíveis (compartilhados com animais, como conforto e alimentação) dos prazeres inteligíveis (específicos do ser humano, como a contemplação da beleza, a bondade e o dever cumprido). O objetivo é que os segundos governem a vida, sem necessariamente eliminar os primeiros. O desapego é definido como um exercício de discernimento. Ao invés de ficar indiferente, busca-se identificar a essência e o valor profundo de cada pessoa, objeto ou experiência, evitando que estes exerçam controle ou dependência sobre nós. Devemos guardar o aprendizado de cada situação, e não a dor ou o trauma…
A arte de falar com o coração
Nesta palestra, Eloiza Limeira, propõe uma reflexão profunda sobre a comunicação como uma arte de unir pessoas e potencializar a vida, indo muito além do conceito técnico de simples troca de informações.
Resumo: A palestrante argumenta que a comunicação nasce de uma necessidade de conexão e é vital para a manutenção da “vida” em qualquer relação. Ao buscar a raiz proto-indo-europeia do termo (kom + munis), ela define comunicar como o dever de unir. Utilizando uma visão filosófica grega (nous, psique e soma), Eloiza explica que, para comunicar de forma autêntica, é preciso acessar o nosso “coração”, que representa nossa identidade humana mais elevada, e não apenas nossas emoções passageiras ou desejos instintivos…
Como vencer o vício de criticar
Neste vídeo, a professora Laís Marques, explora a natureza do hábito de criticar sob uma perspectiva filosófica, diferenciando-o do verdadeiro senso crítico.
Resumo: A crítica destrutiva é vista como um vício baseado em opiniões superficiais, enquanto o verdadeiro senso crítico é fruto da inteligência, da reflexão profunda e da busca pela compreensão real dos fatos. A palestrante explica que criticar constantemente muitas vezes nasce de um ego inflado e do prazer de se sentir superior aos outros ao apontar falhas. É uma forma de desarmonia interna que projetamos para o mundo. Focar nos aspectos positivos das pessoas e situações em vez de buscar apenas os erros…
A ideia do bem: A luz da verdade
O vídeo apresenta uma reflexão filosófica baseada na obra A República de Platão, discutindo como podemos enxergar a realidade das pessoas e das coisas de forma mais profunda e verdadeira.
Resumo: O professor Vinicius Duarte explica que, muitas vezes, baseamos nosso entendimento apenas nos sentidos, que possuem limites físicos, e em interpretações subjetivas marcadas por estados psicológicos. Nossa visão é frequentemente distorcida por quatro elementos que “nublam” a luz da verdade: ideias preconcebidas, preferências pessoais, medos e traumas e expectativas sobre como as coisas deveriam ser. A falta de uma visão clara leva à fragmentação da realidade, onde vemos o mundo como um conjunto de partes separadas e sem propósito, gerando sentimentos de vazio. Utilizando a alegoria de Platão sobre o sol, o autor propõe que o “Bem” é a fonte de luz e unidade. Para enxergar as coisas como realmente são, precisamos encontrar essa unidade e bondade internamente…
A arte perdida de dialogar
Neste vídeo, a professora Ana Beatriz Pignataro, reflete sobre como o diálogo é uma das artes mais complexas e necessárias para o desenvolvimento humano, indo além de simples técnicas de comunicação.
Resumo: A professora diferencia os dois conceitos etimologicamente. O confronto (com frontes) foca em impor fronteiras e convencer o outro, enquanto o diálogo (dia logos) busca a compreensão mútua, onde o amor à verdade supera o ego de estar certo. A dificuldade em dialogar muitas vezes nasce da insegurança pessoal. Assim como uma árvore com raízes superficiais, quem não possui convicções profundas tende a usar a força para defender opiniões. Um critério prático para identificar um bom diálogo é verificar se a “vida cresce” na relação. Ao final de uma conversa, se os laços se aprofundaram e ambos saíram com novas perspectivas, o diálogo foi bem-sucedido…
Sabemos falar? Sabemos escutar?
Neste vídeo, a palestrante Ana Beatriz Pignataro explora a arte do verdadeiro diálogo, diferenciando-o de meras confrontações. Ela defende que o diálogo deve buscar a harmonia e a ampliação da consciência, em vez da vitória em uma discussão.
Resumo: Inspirada na metáfora dos cegos e o elefante, ela explica que opiniões diferentes são apenas ângulos distintos de uma mesma realidade. Em vez de impor pontos de vista, devemos buscar pontos de união e convergência. A fala é descrita como uma ponte. Os postos-chave incluem: Falar com as próprias palavras, evitando o uso de “argumentos de autoridade” para encerrar o diálogo, usar analogias e histórias para facilitar a compreensão, adaptar a linguagem ao interlocutor…
Como viver a Justiça
Nesta aula, a professora Lúcia Helena Galvão explora o conceito filosófico de justiça como um valor essencial para a construção do ser humano e da sociedade. A palestra convida o espectador a uma reflexão profunda, indo além das definições superficiais ou puramente intelectuais presentes no cotidiano.
Resumo: A justiça é apresentada como a “essência da ordem”. Para viver a justiça, é necessário compreender que o universo é ordenado e que cada ser possui um lugar e um papel correspondente dentro desse todo. A professora questiona a ideia de justiça baseada apenas em conveniências sociais ou medo de punição, citando o Mito de Giges de Platão para ilustrar como o egoísmo muitas vezes dita as regras do comportamento humano. O egoísmo é apontado como o grande obstáculo à justiça. A verdadeira justiça requer a superação do eu individual em direção a uma visão de unidade, onde a fraternidade (diferenciada da caridade pontual) deve ser exercida de forma constante, 24 horas por dia…
Reflexões sobre idealismo
Neste vídeo, a professora Lúcia Helena Galvão reflete sobre o conceito de idealismo sob uma perspectiva filosófica prática, abordando como essa mentalidade pode transformar a vida de um indivíduo e sua contribuição para a humanidade.
Resumo: A palestrante define o idealista como alguém que busca se construir segundo um modelo de perfeição humana, superando a “mecanicidade” do dia a dia e atuando para ser um para o mundo. A autora percorre tradições como o Platonismo (teoria das ideias), o Vedanta indiano, o pensamento de Parmênides e o idealismo alemão, argumentando que o mundo material seria uma “experiência programada” ou reflexo de um plano espiritual mais real. Um dos pilares do idealismo é a busca pela unidade. Assim como a natureza unifica elementos para gerar vida, o ser humano idealista busca harmonizar suas estruturas internas (pensamentos e emoções) e integrar-se aos outros, combatendo o egoísmo que fragmenta a sociedade…
O amor como motor do ser humano
Nesta palestra, a professora Ana Paula Leobas, reflete sobre o papel do amor como a força motriz fundamental do ser humano, contrastando-o com as motivações egoístas predominantes na sociedade contemporânea.
Resumo: A palestrante aponta que, enquanto a sociedade atual frequentemente prioriza a vaidade, a ganância e a busca por reconhecimento social (1:19), os grandes sábios da humanidade, em diversas tradições (como o cristianismo, o budismo e o hinduísmo), sempre apontaram para o amor e o altruísmo como o verdadeiro caminho para a realização humana. Ela argumenta que o grande avanço tecnológico e científico externo não foi acompanhado por um crescimento interno, resultando em problemas sociais como violência e desigualdade, e individuais, como a solidão e a ansiedade. O amor é definido não como uma fraqueza ou o desejo de agradar a todos, mas como uma força poderosa e ativa que promove o crescimento e a união, capaz de vencer dificuldades e carências…
10 hábitos filosóficos para transformar a sua vida
Mais do que acumular informações, é o amor à sabedoria e o uso da razão para entender a essência das coisas e agir de forma coerente. O filósofo desperta através do inconformismo com uma vida vazia e precisa ter o compromisso ativo de transformar sua conduta. A prática filosófica envolve um trabalho interno (autoconhecimento) e externo (relação com o mundo e a sociedade).
Resumo: Mais do que acumular informações, é o amor à sabedoria e o uso da razão para entender a essência das coisas e agir de forma coerente. O filósofo desperta através do inconformismo com uma vida vazia e precisa ter o compromisso ativo de transformar sua conduta. A prática filosófica envolve um trabalho interno (autoconhecimento) e externo (relação com o mundo e a sociedade)…
A felicidade segundo Aristóteles
Neste vídeo, a professora de filosofia Ana Paula Leobas explora o conceito de felicidade segundo Aristóteles, baseando-se principalmente na obra Ética a Nicômaco.
Resumo: Para Aristóteles, a felicidade não reside em bens materiais, fama ou prazeres momentâneos, mas na vida da alma conforme a razão. É o exercício da excelência humana. A felicidade é alcançada através da prática constante das virtudes. Não basta o conhecimento intelectual; a filosofia é apresentada como uma arte de viver que exige ação diária. O conceito de virtude aristotélica é definido como o equilíbrio entre o excesso e a falta, variando conforme a necessidade e a circunstância, e não uma regra rígida. O ser humano virtuoso torna-se verdadeiramente livre, pois sua felicidade não depende de circunstâncias externas, o que Aristóteles chama de autarquia. A verdadeira amizade é fundamental e baseada na conexão profunda entre valores, indo além das relações superficiais de interesse…
O que é ser feliz?
O vídeo, apresentado pelo professor Vinícius Negrão, explora o conceito de felicidade sob a ótica da filosofia clássica, afastando-a da busca por prazeres superficiais ou circunstâncias externas.
Resumo: A palavra deriva do latim félix, que remete a fertilidade e abundância, sugerindo que ser feliz está ligado ao ato de dar, doar e transbordar virtudes. Segundo Epíteto, a felicidade é uma ação contínua de valores, não um destino ou posse. Confúcio e Aristóteles defendem que o ser humano é naturalmente feliz quando vive em conformidade com sua natureza superior, praticando a virtude e o “justo meio”. Autores como Sêneca e a escola estoica enfatizam a ataraxia (governo de si) e o bem interior. A felicidade não deve depender de fatores externos que não controlamos…
